Diabético pode tomar Viagra – Diabetes X Sildenafil

Os diabéticos também podem tomar Viagra. O sildenafil, o princípio ativo a popular pílula, resolver os problemas de impotência sexual em homens com diabetes, sem produzir efeitos colaterais significativos.

Uma pesquisa recente, publicado no Journal of The American Medical Association (JAMA) desta semana, o demonstra. “O sildenafil oral é eficaz no tratamento da disfunção eréctil em homens com diabetes“, concluem os autores do estudo, dirigido pelo dr. Marc S. Rendell, do Creighton Diabetes Center, em Nebraska, EUA.

Diabetes X Viagra

Mas os especialistas fazem uma advertência necessária para interpretar corretamente os resultados. Os diabéticos que queiram recorrer ao Viagra têm que ir a um médico para saber se há risco cardiovascular e estabelecer a dose adequada”, afirma um editorial do JAMA.

Com tudo, a relevância da pesquisa é notável: o risco dos diabéticos de sofrer de impotência é três vezes maior que o do resto dos homens. Um grande número de homens que não pode manter relações sexuais pode resolver já este problema.

O MÉTODO

As conclusões do estudo são o resultado de uma pesquisa realizada com um propósito específico: verificar se a pílula azul é eficaz neste grupo de pacientes.

viagra

Para enfrentar este problema, Rendell e seus colegas analisaram a classificação que 256 homens diabéticos faziam de sua resposta sexual depois de um tratamento específico de 12 semanas de duração.

Metade dos pacientes recebeu sildenafil (uma dose diária como no máximo, uma hora antes de manter relações sexuais). O resto, um placebo.

Ao término do estudo, os homens que participaram encheram um questionário para avaliar a sua capacidade para alcançar e manter uma ereção.

Os resultados demonstram o efeito positivo do sildenafil:

  • 56% do grupo de Viagra considerou que a resposta ao tratamento foi positiva.
  • No grupo que consumiu placebo durante o mesmo período de tempo, apenas 10% compartilhava da mesma opinião.
  • Outro dado: a proporção de pacientes que teve ao menos uma tentativa sexual satisfatório foi de 61% no grupo do sildenafil, contra 22% no grupo controle.
  • Ao mesmo tempo, apenas uma proporção mínima sofreu efeitos colaterais do tratamento (16% no primeiro grupo e de 1% no controle). Os mais comuns foram dor de cabeça, dispepsia e problemas respiratórios.

O futuro do tratamento da disfunção erétil secundária a diabetes é muito promissor, afirmam os doutores Lipshulzt e Kim, da Faculdade de Medicina da Universidade de Baylor (EUA), no editorial do JAMA sobre o estudo.

Agora bem: quem paga a droga e todo o tratamento? Um editorial do último British Medical Journal (BMJ) aborda de novo este problema. Nesta ocasião, o motivo de que se coloque a questão é uma proposta do Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês), que distingue entre impotência aceitável” e inaceitável” como critério decisivo para decidir quem pode aceder gratuitamente a esta terapia.

A POLEMICA

Para o BMJ, a atitude em relação ao pagamento do sildenafil pela Segurança Social revela dois problemas graves. Um, a prevalência de critérios econômicos sobre os cientistas ou os clínicos.

E, segundo, extensível à maioria dos sistemas nacionais de saúde, a incapacidade de incorporar os novos tratamentos para os serviços de saúde pública. Se o SNS não pode enfrentar o custo adicional das novas terapias, seria muito melhor que manter os tratamentos ineficazes, em vez de negar o acesso os novos tratamentos para os pacientes que podem se beneficiar de eles”, diz o doutor John Chisholm, autor do editorial.

A Associação Médica Britânica propõe como solução a criação de um Instituto para a Excelência Clínica. Sua missão seria assegurar que a introdução de novas terapias é feito de acordo com a evidência de sua eficácia clínica.

Mas, hoje em dia, a situação está longe dos desejos dos especialistas britânicos. Embora, para o doutor Chisholm, ainda se pode reparar. A remendada que representa o caso de Viagra funciona mesmo, não será totalmente prejudicial se conduz a um debate sério em torno do pagamento dos medicamentos para a Segurança Social”, afirma o editorial.

Para o BMJ, um debate rigoroso deve incluir uma consideração racional das necessidades da população, a eficácia clínica das terapias, da sua relação custo benefício e, também, a consideração social que têm.

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